2think sobre o Holocausto Brasileiro

Somos todos loucos, afinal?


A falta de ar tomou conta de mim por todo o tempo em que o Holocausto Brasileiro foi exibido na pré-estreia, quarta, dia 16. O roteiro, construído por Daniela Arbex, foi baseado em relatos e fotografias angustiantes, e mostrou a realidade de milhares de pessoas que sofreram injustamente por serem rotuladas como loucas. Holocausto Brasileiro me fez pensar muito sobre dois temas.

Que fique claro, desde já, que a reflexão que vou fazer não é uma resenha sobre o documentário, e sim a interpretação que fiz para a minha vida a partir da impressionante história contada.

Muitas vezes, preferimos excluir algumas pessoas porque de alguma forma nos afetaram negativamente. Culpa do nosso superego. É mais fácil e menos doloroso não procurar a fonte do problema para tentar resolver. Vivi uns 5 casos desse tipo e a dica que te dou é: não deixe isso acontecer. No documentário o tema é abordado de maneira diferente, mas podemos relacionar com as nossas experiências do dia-a-dia.

As pessoas que eram consideradas loucas, eram afastadas do meio e destinadas à viver isoladas com outras pessoas de problemas iguais ou maiores que os dela. Como seria possível então resolver o problema?

A solidão não cura e a falta de afeto deixa as pessoas loucas. Loucas no real sentido da palavra!

Já percebeu que ao demonstrar carinho ou preocupação por alguém, esse carinho é retribuído mesmo que timidamente? Tudo que vai, volta. Pode chamar isso do que quiser, mas o que você transmite volta para você. Por isso o afeto é tão necessário. Ser querido por alguém, sentir que somos especiais (e somos todos especiais, do nosso jeito) faz bem para nossa mente e consequentemente para todo o nosso restante.

Por isso, se estiver com vontade de falar para alguém que ama esse alguém, fale! Se estiver com vontade de falar que está com raiva, porque tal pessoa fez algo que não gostou, fale também! Resolva o que têm te deixado preocupado e sinta-se mais leve por isso. Não deixe seu orgulho afastar de ti o problema. Não deixe para depois.

Até hoje guardo mágoa de algumas coisas, mas sinto que fiz o melhor que eu podia fazer por mim e por quem excluí da minha vida. Pode acreditar, algumas pessoas são realmente passageiras e você aprendeu o que tinha que aprender com elas. Tenha a consciência tranquila e seja feliz!

Os tópicos abordados aqui não chegam perto do sofrimento que mulheres, homens e crianças passaram no Hospital Colônia.

Não dramatize o que só você pode resolver.

O documentário estreia dia 20 de novembro, às 21 horas no canal MAX.

Deixe-se despertar.

Por Amanda Manera.

 

Foto: Luiz Alfredo

Postagens relacionadas